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A seção de ensino de Engenharia mecânica e de materiais do Instituto Militar de Engenharia oferece os cursos de Engenharia Mecânica e de Armamento, Engenharia Mecânica e de Automóvel e Engenharia de Materiais. Estes cursos têm por finalidade a formação específica em engenharia mecânica ou engenharia dos materiais, para os alunos do 3o ao 5o ano do Curso de Graduação (CG) e do curso de formação e graduação (CFG).

 

O Curso de Formação e Graduação (CFG) é destinado aos alunos oriundos do meio civil com o 2o Grau concluído. Estes alunos realizam o Curso Básico com a duração de 2 (dois) anos e, nos três últimos anos completam sua formação profissional na sessão de ensino. Já o Curso de Graduação (CG), recebe oficiais egressos da Academia Militar das Agulhas Negras - AMAN. Para estes alunos, o Curso Básico tem a duração de 1 (um) ano. Isto ocorre porque estes oficiais já cursaram parte das disciplinas ministradas pelo Curso Básico ao longo de sua formação naquela Academia. Os oficiais das nações amigas matriculados no IME realizam o curso com o CFG ou com o CG, de acordo com sua formação prévia.

 

O aluno concludente é nomeado oficial engenheiro millitar da ativa ou da reserva, integrando, portanto, o Quadro de Engenheiros Militares (QEM) do Exército Brasileiro.

 

HISTÓRICO

 

As origens do curso de engenharia mecânica e de armamento confundem-se com as origens do próprio Instituto Militar de Engenharia (IME). Desde o seu início o Instituto esteve voltado à fomação de Oficiais Artilheiros e formação do profissional militar vinculado ao desenvolvimento e manutenção do material de emprego militar.

 

A Carta Régia de 15 de janeiro de 1699, do Rei de Portugal, dá início no Rio de Janeiro, à Aula de Fortificação com o objetivo de criar um curso de formação de soldados técnicos na arte da construção de fortificações para promover a defesa da Colônia e reduzir a utilização do engenheiro vindo da metrópole. A Aula de Fortificação, acrescentou-se em 1738 a Aula de Artilharia que foi ampliada, em 1774, pela cadeira de Arquitetura Militar; este conjunto recebeu a denominação de Aula Militar do Regimento de Artilharia, considerada como o marco inicial da formação de Engenheiros Militares no Brasil, com a dupla finalidade de preparar artilheiros e de formar oficiais para o exercício da engenharia.

 

A evolução desta Aula Militar levou à criação, em 17 de dezembro de 1792, da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho com o propósito de formar oficiais de todas as Armas e engenheiros para o Brasil-Colônia.  A Academia Real Militar, criada por D. João VI em 1810, foi instaurada a partir das instalações da Real Academia e, após sucessivas denominações, a partir de 1858, assumiu o nome de Escola Central; ali eram formados não apenas os Oficiais do Exército, mas, principalmente, os engenheiros, militares ou civis.

 

Em 1874, a Escola Central é desligada das finalidades militares, passando a subordinar-se à Secretaria do Império e dedicando-se a formar exclusivamente engenheiros civis, enquanto a formação de oficiais, em geral, e de engenheiros militares ficava a cargo da Escola Militar da Praia Vermelha. Já na República, o Presidente Washington Luís sanciona a Lei do Ensino Militar através do Decreto No 5632, de 31 Dez 28, que destina a Escola de Engenharia Militar para a formação de oficiais técnicos engenheiros artilheiros.

 

O Decreto no 3771, de 28 Fev 39, sancionado pelo Presidente Getúlio Vargas, aprova o Regulamento para a Escola Técnica do Exército - sucessora da Escola de Engenharia Militar, destinado à formação de engenheiros militares, nas mesmas condições do Decreto No 5632, que previa a formação na área de Armamento.  Em 1947, criou-se o curso de Engenharia Mecânica e de Automóvel.  Neste Decreto no 3771, era detalhado o Plano Geral de Ensino destinado a cada um dos cursos, com duração de quatro anos, considerando que os oficiais neles matriculados já eram formados pela Escola Militar, portanto detentores de uma formação militar a ser aproveitada.

 

O Instituto Militar de Engenharia (IME), criado pelo Presidente Juscelino Kubitschek com a Lei No 3.654, de 4 Nov 59, englobou a Escola Técnica do Exército e o Instituto Militar de Tecnologia que, de 1944 até essa data, era encarregado dos programas de pesquisa e controle de materiais para a indústria, tornando-se a interface científico-tecnológica do Exército Brasileiro, e respondendo, entre outras atividades, pela graduação do engenheiro militar.

 

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