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O curso de Engenharia Nuclear é um curso de pós-graduação “strictu sensu”, nível mestrado, da área de conhecimento das Engenharias. Tem por objetivo formar engenheiros nucleares, para atender às necessidades do Exército Brasileiro e do País, com sólida base teórico-prática e formação profissional polivalente, capacitados para atuar crítica e criativamente na área nuclear, capacitando-os para a alta competitividade do mercado de trabalho, conscientizando-os para a importância da educação continuada, do senso crítico, da ética e da responsabilidade social.
O curso pretende que, com as vivências e com os conhecimentos adquiridos, ao final do mesmo, os alunos estejam aptos a aplicar, na área da Engenharia Nuclear, conhecimentos tecnológicos e científicos na identificação, formulação, proposição e resolução de problemas; elaborar, executar e administrar projetos e sistemas; integrar e atuar em equipes multidisciplinares; executar pesquisas tecnológicas e científicas com vistas à evolução dos conhecimentos e ao desenvolvimento de novas tecnologias; e desenvolver visão prospectiva, principalmente para antecipação de tecnologias de futuro.
O curso de Mestrado em Engenharia Nuclear é realizado em dois anos, em regime de tempo integral, presencial, sendo o primeiro ano dedicado à obtenção de créditos e o segundo à pesquisa e elaboração da dissertação.
Os candidatos serão selecionados com base em seu curriculum vitae, plano de trabalho e entrevista individual.
O aluno matriculado no curso de mestrado deverá realizar o Exame de Línguas o qual é constituído de uma prova de língua portuguesa e de língua inglesa.
REQUISITOS PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE MESTRADO
- Obter 27 créditos em um programa de estudos que deverá necessariamente incluir as seguintes disciplinas: - Introdução à Engenharia Nuclear
Na linha de pesquisa Reatores Nucleares, são ainda obrigatórias as disciplinas Teoria do Reator I e Laboratório Nuclear II. Já na linha Controle Ambiental é ainda obrigatória a disciplina Proteção Radiológica I;
- Ter obtido CR final igual ou superior a 3,0 (três);
HISTÓRIA
A primeira pós-graduação em Engenharia Nuclear do Brasil, com o nome de curso de Especialização em Engenharia Nuclear, foi criada no IME, em 1958, para suprir a demanda por profissionais especializados que se anunciava no mercado de trabalho, em progressiva expansão. após a criação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), em 1956, responsável por promover o ingresso do País na área do conhecimento da energia nuclear.
O curso de Especialização em Engenharia Nuclear era oferecido em período integral, com duração de 1 ano, ao final do qual o aluno defendia uma monografia para obtenção do título. Pretendia-se, assim, formar engenheiros capacitados a absorver e desenvolver a nova tecnologia, a fim de suprir as necessidades existentes e futuras de profissionais especializados, identificadas na época. Vários especialistas, formados neste Instituto, desempenharam atividades no sistema universitário, nas instituições de pesquisa, em órgãos regulatórios e normativos e no setor industrial do País.
Após alguns anos de funcionamento foram introduzidas mudanças na estrutura inicial do curso, que aliado a busca contínua pela atualização curricular, a preocupação em atender, não só as novas diretrizes curriculares, como também as demandas de mercado, levaram, em 1969, a transformar o antigo curso de Especialização no atual curso de Mestrado em Engenharia Nuclear do IME.
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO- Instalações Nucleares
LINHAS DE PESQUISA- Reatores Nucleares Estudo do núcleo do reator, transferência de calor em reatores, materiais e blindagem de reatores. As atividades de ensino e pesquisa em reatores nucleares estão principalmente vinculadas à Física de Reatores, Engenharia de Reatores e à Física Nuclear Aplicada. Estende-se também, para a geração de energia a partir de outras fontes naturais.
- Controle Ambiental Estudo de técnicas e métodos das radiações provenientes de fontes naturais e artificiais e de suas aplicações. Estudo e desenvolvimento de métodos e técnicas de determinação de indicadores de condições pré-existentes e impacto ambiental devido a modificações antropomórficas causadas pelos meios de produção. Avaliações de tendências. |
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